Mais uma vez passei a noite sonhando com Alice, isso de certo ângulo já se tornava incômodo, era impressionante como uma simples e afetiva mulher conseguira me conquistar desse jeito.
Às vezes penso que o motivo não possa ser outro se não o ar romântico do inverno francês a causar esse efeito nas pessoas. É difícil para alguns acreditar em amor, será possível que o que faz melhor para o ser também o que mais machuca?
Hoje em meio ao meu expediente cheio de texto à escrever vi Alice, ela parecia estar com pressa, e tenho a ligeira impressão de ter visto uma fina lágrima correr por seu rosto, mas talvez tenha sido o efeito da luz. Depois de um tempo não muito longo ela saiu apressada carregando alguns poucos abjetos consigo.
Perguntei a todos, aquela pergunta ficou me rondando o resto do meu expediente, o que teria acontecido, ninguém sabia e eu tentava por todas as vias descobrir o que poderia ter acontecido.
Fiquei a noite inteira me revirando na cama olhando de minuto em minuto o horário, dez minutos pareciam uma eternidade no estado em que eu estava. Aproveitando de minha insônia arrumei uma papelada que estava pendente no trabalho, e acabei adormecendo ali mesmo.
Acordei um pouco atordoado e cansado por não ter conseguido dormir direito, cheguei alguns minutos atrasado, e logo percebi que Alice não tinha chegado, achei estranho, mas é comum que as pessoas se atrasem de vez em quando. Foi difícil me concentrar nos meus textos esse dia, parece que sem Alice por perto eu perco minha inspiração ou pelo menos parte dela.
Cheguei em casa tarde pois tive muito trabalho, que se tornava ainda mais cansativo sem o sorriso irradiante de Alice. Logo que cheguei fui ao bar e peguei um whisky e sentei em minha poltrona ouvindo as belas e sonolentas canções da rádio. Acordei assustado, adormeci sem me dar conta, vi que meu copo tinha rolado pelo chão, ouvi batidas na porta e me dei conta que esse fora o motivo do meu susto. Abri a porta um pouco receoso afinal, quem bateria numa porta em plena madrugada, apesar de não saber o horário vi pela janela que o sol ainda não tinha nascido. Quando abri a porta a pessoa que tinha batido instantes atrás estava observando as flores, a cena tinha um toque mórbido com aquele ar noturno e o clima pesado que envolvia aquela situação. Chamei a pessoa que mexia em minhas flores, e logo vi que era Alice, estava com os olhos inchados e vermelhos, e desta vez não me restavam duvidas de que ela estivera chorando. Ela me olhou e fez menção de se virar e ir embora, mas parece que ela pensou duas vezes, ficou olhando para mim a beira das lágrimas como se esperasse uma reação, a convidei para entrar e tomar um café, ela aceitou e logo depois ofereci o quarto de visitas para que ela pudesse passar a noite tranqüilamente.
Assim que acordei me levantei, não me preocupei em chamá-la, pois era domingo e pelo estado que ela estava ontem precisava de repouso, não sabia o que esperar, não sabia se ela me contaria o que tinha acontecido. Fui até a padaria e comprei pães, deixei a mesa de café arrumada para quando ela acordasse e fui regar o jardim.
Aquele jardim era minha vida, nele que eu depositava minhas mágoas, felicidades e qualquer outra emoção que pudesse mexer comigo, era como seu eu falasse com as flores e elas respondessem. Não sei o porquê, mas muitas vezes o jardim me trazia paz, eu gostava de ver as árvores e flores crescendo, era como se fosse um milagre que tornava a vida mais bela.
Estava admirando uma borboleta que acabara de pousar em uma margarida, era incrível como tanta beleza pudesse ser colocada num ser tão pequeno, de repente Alice apareceu, foi estranho ela estava sorridente e extremamente irradiante, a beleza da borboleta até parecia ter se ofuscado, quando vi Alice em meio ao jardim sua beleza tinha aumentado exponencialmente, parecia que os dois tinham se tornado um e então, eu vi, o lugar de minha amada era exatamente ali, onde sua beleza se tornava imponente.
domingo, 5 de agosto de 2007
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7 comentários:
comentem estou nervoso.
gostei muito do seu texto, contém detalhes bem importantes!
você começou a contar da paixão que ele tem pelas flores e tudo o mais... é uma importante introdução para o futuro.
acho que o futuro da alice e do nosso velhinho está cada vez mais perto de se tornar junto e real :)
gostei mesmo do seu texto! eu precisava começar a descrever mais detalhes, assim como você, pois creio que eles são os mais importantes.
parabéns, lucas!
gostei muito do seu texto, contém detalhes bem importantes!
você começou a contar da paixão que ele tem pelas flores e tudo o mais... é uma importante introdução para o futuro.
acho que o futuro da alice e do nosso velhinho está cada vez mais perto de se tornar junto e real :)
gostei mesmo do seu texto! eu precisava começar a descrever mais detalhes, assim como você, pois creio que eles são os mais importantes.
parabéns, lucas!
desculpem, apertei duas vezes "postar comentário" e isso sempre acontece comigo!
juro que tentarei ser menos apressada das próximas vezes...
Hahahahah, stezinha.. loucona!
Adorei o texto! A idéia foi ótima e, como dito anteriormente, abriu muitas portas para outros futuros, mas não necessariamente o amor entre eles (muahahahahhah).
Realmente os detalhes estão muito bem colocados. Acho que no fim a gente vai conseguir testemunhar um avanço total na nossa escrita.
Saudações terráqueos
Nossa!!!!! Que lindo esse capítulo!!!!
Parabéns Lucas, tá demais!!!!
Muito booom gatinho Lindosooo!
hahaha adoreiii!! =D
vcs escrevem muito!! :D
beijoos!
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