sexta-feira, 8 de junho de 2007

Capítulo 3° - 7/08/1946

É a minha primeira vez neste caderno. Sempre gostei de narrar ou escrever em forma poética a vida de outras pessoas, ou até mesmo personagens fictícias. Lembro-me de todas as noites de boemia que escrevia gostosamente me desligando dos problemas cotidianos. O cheiro a tabaco era muito forte, e as conversas das pessoas ao meu lado pareciam me dar uma inspiração maior para tais histórias.

Este era meu dia-a-dia, mas então comecei a trabalhar no jornal. “Casa de ferreiro, espeto de pau” é o que diz o ditado popular. Talvez por ser meu trabalho, perdi um pouco da vontade de escrever para mim mesmo. Continuei apenas escrevendo para os outros, sobre o que eles queriam e da forma que eles queriam. E, por meio desta experiência nova, um diário, venho narrar um pouco da minha vida e das minhas experiências para tentar reconquistar aquele costume que me aliviava os sentimentos em muitas ocasiões.

Hoje em dia eu poderia ser considerado um homem com costumes normais `a vista alheia. Para mim, nunca fui tão diferente na vida toda. Alice Matarazzo é o nome da diferença. Tão sedutora e tão simples ao mesmo tempo, faz-me confabular nas noites que parecem pequenas. Tão alegre, mas tão compenetrada, faz com que meu trabalho aparentemente renda muito menos. Tão excitante, mas tão comportada, deixa os homens caírem aos seus pés. Tão boa escritora e tão inteligente, que indago se ela não foi feita só para mim, ao meu molde, ao meu jeito, ao meu eu.

Alice Matarazzo, imigrante italiana que consegue conquistar corações apenas com papéis nos quais ela deixa o rastro de seu sentir, do seu saber e do seu poder. Seu poder sobre os vulneráveis homens que esperam todas as manhãs o jornal chegar para abri-lo objetivamente no texto de tão doce criatura que os conforta para mais um dia de trabalho ou que lhes dá um termômetro de como ela está se sentindo naquele dia, para quem sabe, fazer uma investida.

Ao contrário das outras que se encontram por aí, a aparência angelical não é fingida. É ingênua e pura. Não acredito que já tenha perdido a sua virgindade. Talvez isso torne-a diferentemente melhor do que qualquer outra.

Eu, poucas vezes tive a oportunidade de xavecar, mas, não sei o porquê, acho que o olhar dela é diferente para mim. Talvez seja só impressão, mas acho que nos entenderíamos, já que nosso passado é semelhante.

Continuo sonhando e me despeço com a esperança que eu retome meu vício saudável de escorrer palavras do tinteiro da caneta, uma coisa que parece insignificante, mas faz toda a diferença.

7 comentários:

stê van sebroeck disse...

coitado, ele nunca teve oportunidade de xavecar hahaha

eu adoreeei o texto. lindo, lindo, lindo!!!
e agora é alice matarazzo, hein? beeela alice matarazzo! precisamos da foto de uma mocinha bem bonitinha, como descreve o texto! hahahaha o duro será achá-la HUHAUDSAYGDYSGD mais uma jornada!!!
beijos.

-= Tribeja =- disse...

Aiii que bom que voce gostou :$. Hahahhahah.. Alice Matarazzo, espere por nós!

Beijoss

stê van sebroeck disse...

alice matarazzo acho que será mais difícil que o nosso velhinho, pois mulheres são mais difíceis (na maioria das vezes).
aliás, precisamos colocar a foto do nosso velhinho aqui! meu deus! antes precisamos fazer uma votação da melhor!!! e a montagem, é claro!

o meu padrasto se ofereceu pra fazer a montagem dele na casa das rosas. eu tenho fotos de frente do jardim de lá, ainda florido =) o que acham?

-= Tribeja =- disse...

Ameiii!!! Não ia dar certo porque tinham carros super modernos na nossa foto, então, se seu pradrastro puder, ótimo!

Vamos marcar uma hora na terça-feira (melhor dia para mim) aqui no msn, ou de repente por orkut, e a gente decide!

Saudações!

stê van sebroeck disse...

sim, sim, vamos sim! ou, quem sabe, na escola mesmo... sei lá, qualquer lugar é bom! hahahaha

beeeijos!

stê van sebroeck disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

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